Inteligência Emocional e Quociente de Inteligência.
Inteligência Emocional é um termo utilizado em Psicologia para designar a inteligência que envolve habilidades para manipular as emoções, tornando-as coadjuvantes no processo de crescimento interno. Com a aplicação da Inteligência Emocional, as emoções dispersas, descontroladas e geralmente maléficas, podem ser analisadas, controladas e direcionadas para o desenvolvimento de pessoas e grupos.
A Inteligência Emocional foi popularizada a partir de 1995, pelo psicólogo, jornalista e escritor Daniel Goleman, que escreveu um livro com esse título, que foi um sucesso no Brasil. Através de uma análise coerente e inteligente, esse autor mostra que o QI Quociente de Inteligência elevado de uma pessoa não é garantia de sucesso e felicidade, contrariando o saber científico difundido até então. Utilizando-se de métodos de pesquisa inovadores que avaliam estados mentais, ondas cerebrais e comportamentos, ele demonstra que pessoas de QI elevados podem fracassar, enquanto pessoas que apresentam quociente mais moderado nos testes obtiveram êxito em seus projetos e metas pessoais e profissionais. Goleman afirma categoricamente que a inteligência não é determinada pela carga genética. Para ele a Inteligência é emocionalmente construída através da forma como vivenciamos nossas emoções. Dessa forma; o êxito pode ser produzido por qualquer indivíduo que tenha capacidade suficiente para controlar seus impulsos, agindo com coerência e uma inteligência emocionalmente construída.
W.D.Killgore e colaboradores da Faculdade de Medicina Harvard Medical School nos Estados Unidos apresentou no ultimo Congresso do Sono, realizado em Junho de 2008 em Baltimore um trabalho cientifico mostrando que a pessoa que dorme mal e, portanto tem privação do sono reduz a atividade metabólica do cérebro em regiões do córtex que está associada a declínios na Inteligência Emocional. Os autores aplicaram testes para medir Inteligência Emocional em vinte voluntários saudáveis e descansados (15 homens e 5 mulheres, idade = 20 a 35 anos. Os participantes mantiveram-se acordados durante 55 e 75 horas e depois completaram o Iowa Gambling Task (IGT). Nove participantes também receberam múltiplas doses de cafeína (800 mg total cada noite) para poder ficar desperto.
Conclusão dos autores, às pessoas como maior índice de inteligência emocional foi associado que a privação do sono diminui a eficácia da validade da inteligência emocional e a pessoa também fica afetada no processo de tomada de decisão no trabalho intelectual. Durante períodos de privação de sono, maior complexidade também pode significar uma maior vulnerabilidade.Por meio de métodos estatísticos foi possível verificar que a cafeína não teve influencia nesses resultados. |