Sonoterapia
Tradicionalmente, entende-se por sonoterapia o método que permite obter um sono contínuo, de profundidade variável, durante vários dias, aplicado a afecções psicossomáticas, principalmente angústia, neurose de angústia clássica ou de estados emocionais superagudos ou ainda das crises de angústia nos neuróticos ou nos psicossomáticos. A sonoterapia também pode ser utilizada em casos de esquizofrenia, depressões melancólicas, psicoses delirantes agudas e síndromes psicossomáticas. A associação de antidepressivos à sonoterapia constitui um meio muito útil para combater as melancolias de forma ansiosa, nas quais o paciente se encontra com freqüência agitado e submetido ao risco de suicídio.
Entre a antiga narcoterapia e o método de sonolência ligeira aplicam-se todos os graus intermediários. A flexibilidade do tratamento permite um ajuste bastante preciso às necessidades do paciente. Esse tratamento é realizado com o auxílio de hipnóticos potencializados e em boas condições de tranqüilidade e isolamento.
Entretanto, o empirismo e combinações de concepções diversas nem sempre produzem resultados confiáveis. A idéia do tratamento é que a pessoa possa apagar da memória alguma coisa que a incomoda sob o ponto de vista psicológico e emocional que por um pequeno período de tempo possa passar sem os sintomas decorrentes
A partir de 1938, dois médicos da Universidade de Roma começaram a usar estímulos elétricos cerebrais para induzir convulsões a isso se deu o nome de eletrochoque ou convulsoterapia Nos anos 1930, existia a crença de que pacientes epiléticos que tinham convulsões não apresentavam psicoses e alguns pesquisadores se interessaram pelo assunto. A aplicação do eletrochoque pode ser feita com o paciente internado no hospital ou ambulatorialmente.
A aplicação do eletrochoque pode ser feita com o paciente internado no hospital ou ambulatorialmente. Neste caso, ele pode vir de casa, receber o eletrochoque e voltar para casa. O preparo inclui jejum durante a noite anterior porque a pessoa vai ser submetida à anestesia. Ao chegar às 7h da manhã, ela é recebida por uma equipe de enfermeiras e psicólogos. Depois, é conduzida para a sala onde será anestesiada e receberá um relaxante muscular, oxigenação e monitores cardíacos, cerebrais e de pressão arterial. Só então é aplicado um estímulo muito breve através de dois eletrodos que são colocados na parte frontal da cabeça, o suficiente para induzir a convulsão que é vista apenas no monitor do eletroencefalograma.
Durante todo o procedimento, que demora em média trinta minutos, o paciente é acompanhado por um médico anestesista e por um psiquiatra. Depois que volta da anestesia, a enfermagem verifica se ele está confuso ou não. Se estiver bem orientado, toma café da manhã e pode voltar para casa.
Antes de ser desenvolvida a técnica atual, quando não se usava o relaxamento muscular, as fraturas representavam um efeito colateral muito grave do eletrochoque. Elas ocorriam por causa da contração muscular principalmente em pessoas idosas que já tinham algum grau de osteoporose. Hoje, graças à anestesia e ao relaxamento muscular, a convulsão só é percebida pelo registro do eletroencefalograma.
Em alguns lugares, depois de o paciente ser anestesiado e antes de aplicar o relaxante muscular, se insufla com força o manguito do aparelho de pressão de forma que uma parte do braço não receba o medicamento o que torna possível observar apenas nessa região as contrações e abalos provocados pelo estímulo elétrico. |