Quimioterapia.
Cientistas ingleses da Universidade do País de Gales desenvolveram um exame genético que é capaz de identificar o padrão de sono de uma pessoa apenas com um teste genético.
O teste é feito nas células obtidas na raspagem da bochecha na parte interna da boca e pode ajudar estudos sobre transtornos de déficit de atenção e de hiperatividade alem de monitorar a eficácia de tratamentos de quimioterapia.
De acordo com os pesquisadores, o ciclo natural do sono, conhecido como ritmo circadiano, é controlado por diversos genes, responsáveis pela produção de ácidos ribonucléicos (RNA). Os níveis de ácidos ribonucléicos produzidos por esses genes indicam o quão ativo eles estão em horas diferentes do dia.
O teste apresentado se concentra no gene REV-ERB, que seria o responsável pelo estado de vigília do corpo humano e que tem seu pico de produção de RNA às 16h.
Ao analisar o horário do pico de atividade do gene REV-ERB em cada pessoa, seria possível identificar o seu cronotipo, ou seja, se uma pessoa é mais propensa a acordar cedo ou a varar a noite.
Se o pico de atividade do REV-ERB é antes das 16h, isso indicaria que a pessoa tem tendência a acordar cedo, já se o pico acontece depois das 17h, isso seria uma indicação de hábitos mais noturnos.
Já existia esse teste, mas a novidade oferecida por esse novo exame é que a técnica é menos invasiva, já que apenas uma raspagem do interior da bochecha é capaz de oferecer os dados necessários para a análise do cronotipo da pessoa.
Anteriormente, era necessário coletar sangue dos pacientes a cada quatro horas durante um período de 24 horas. Por essa razão, essa técnica pouco invasiva pode abrir novos caminhos para a pesquisa sobre a atividade dos genes e aumentar o número de estudos.
Outra utilidade para o exame seria avaliar a eficácia de remédios usados para combater o jet lag, nome em inglês para designar a perda do sono devido à mudança do fuso horário, nas viagens de avião. Provavelmente isso altera a atividade dos genes que controlam o relógio biológico. |