Dieta vegetariana
Se o cardápio for rico em gorduras, frituras, carnes, condimentos e molhos, essa dieta pode provocar sensação de torpor e sonolência, que pode induzir, por exemplo, a uma soneca rápida depois do almoço, mas com certeza atrapalha uma noite de sono. Alimentos mais ricos em gorduras ou de digestão lenta exigem mais do organismo na pós-refeição, acontece a distensão do tubo digestivo, maior o fluxo de sangue para as vísceras para promoção do processo digestivo, ao mesmo tempo em que ocorre produção da melatonina por estímulo dos carboidratos ingeridos, daí o aparecimento de distúrbios gastrintestinais e sonolência, que se intensificará se o ambiente tiver pouca luz. Mas, pessoas que fazem uma dieta vegetariana dormem melhor? Recém foi publicado um trabalho que tenta responder essa pergunta de modo indireto.
Já vimos nessas dicas do Sono do colchão Ônix que a Fibromialgia é um distúrbio que atinge de 10% a 15 % da população mund ial que tem como sintomas básicos, o ciclo de sono inadequado com inúmeros despertares, dor crônica, fadiga e depressão. Médicos americanos fizeram um estudo no qual foi testada a idéia se uma dieta vegetariana, principalmente baseada em alimentos crus, melhoraria significativamente os sintomas da fibromialgia, principalmente o ato de dormir. Os autores escolheram aleatoriamente 30 pessoas que não eram vegetarianas, tinham fibromialgia e que se dispuseram a realizar uma alteração dietética usando uma dieta vegetariana, sobretudo de alimentos crus, pura no sentido de não possuir agrotóxicos.
A dieta consistiu de frutas cruas, saladas, suco de cenoura, tubérculos, produtos de cereais, nozes, sementes, e um suco de cevada desidratada. Os resultados dos sintomas da fibromialgia foram medidos pelo teste Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ), SF-36 Health Survey, um estudo da qualidade de vida (QOLS), desempenho físico e medições de pressão arterial e outros e xame laboratoriais. Vinte e seis pessoas desistiram desse esforço dietético em 2 meses de uso dessa dieta . Mas somente 20 pessoas fizeram o tratamento desde o início, e chegando ao fim depois de 4 meses de intervenção. A média de pontuação do FIQ (dessas 20 pessoas) foi reduzida 46% no total de pontos, no inicio era 51 passou depois de 4 meses para 28. Sete das 8 sub -escalas de escores do teste SF-36 , sendo a exceção a continuidade das dores corporais, mostrou melhora significativa (n = 20, P para todos os tendência <0,01). As escaladas 0 ate 7 do teste QOLS, , subiu de 3,9 inicialmente para 4,9 aos 7 meses .
Em 18 pessoas foram constatadas melhorias significativas na qualidade do sono e nas dores do ombro no repouso e no movimento, melhorou a flexibilidade corporal e as caminhadas. Em 19 de 30 indivíduos foram classificados como respondedores, com melhora significativa em todos os resultados medidos, em comparação com nenhuma melhora entre os não-respondedores. Aos 7 meses respondedores do teste SF-36 através de melhoria de todos os escores de todas as escalas exceto corporais de dor já não foram estatisticamente diferentes das mulheres sem fibromialgia que estavam na idade de 45 a 54 anos e que dormiam bem. Os autores concluíram de modo indireto que intervenção dietética, modificando a dieta para a vegetariana nas pessoas sofrendo de fibromialgia podem ajuda-las a terem uma melhora nas dores, sono e fadiga.
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