Resfriado e rinite
A maioria das pessoas já percebeu que quando esta resfriada tem uma maior dificuldade de respirar e, portanto quando vai dormir a noite, essa dificuldade respiratória traz alterações em relação ao sono, causando despertares freqüentes.
A leitora Rina da cidade de Botucatu escreveu para o email knoplich@uol.com.br perguntando se o fato de apresentar uma rinite crônica pode ser a explicação para a sua dificuldade em ter um sono adequado e reparador.
A rinite crônica é bem diferente da rinite que ocorre num começo de um estado gripal que é uma espécie de rinite aguda. A rinite crônica é um distúrbio muito mais complexo, pois envolve fatores alérgicos, infecciosos e imunológicos, que podem ocorrer na mucosa do nariz e dos seios da face que pode causar inclusive uma mesma irritação na mucosa dos brônquios e do pulmão causando um acesso de asma. Todos esses problemas podem se apresentar em cadeia começando no nariz, e chegando ate o pulmão. Por falta de melhor definição esses problemas são considerados como se fossem uma inflamação por isso são chamados de rinite no nariz, sinusite e bronquite que se caracterizam por um espessamento dessa mucosa que traz dificuldades respiratórias na hora de dormir. Essas dificuldades respiratórias causam uma deficiência de oxigênio que podem dificultar o cérebro para atingir um estado adequado de sonolência.
Existe também a ação de uma substancia que se chama citocina nessas doenças acima citadas que agem no sistema nervoso central durante as crises que podem causar distúrbios do sono. A citocina é uma substancia que surge no sangue quando se instala uma infecção crônica no corpo e causa uma irritação nos centros nervosos do cérebro. Médicos alergistas brasileiros avaliaram 51 pacientes com rinite, de ambos os sexos, com idades entre 12 e 63 anos (média 28,2 anos nos quais foram utilizados a Escala de Sonolência de Epworth e o Questionário de Kamami para avaliar distúrbios do sono, e o teste cutâneo de hipersensibilidade para medir a alergia aeroalérgenos (são polens das plantas que causam alergia nasal ou pulmonar). Foi constatada uma elevada freqüência do sintoma de obstrução nasal (54,9 %), com sintomas nasais persistentes em 78,4 % dos casos.
Nesses caos houve uma precariedade das condições d e higiene do domicílio dos pacientes, com uso de cortinas sem limpesas adequada em 60,8 % dos casos, presença de mofo em 13,7 % e tabagismo passivo em 35,3 %. A incidência de rinite alérgica foi de 74,5 % e predominou a hipersensibilidade aos ácaros na poeira domiciliar e barata (11,8 %). As principais queixas de distúrbios do sono foram: sonolência diurna cefaléia matutina/fadiga ao acordar e fragmentação do sono e ronco noturno. Pode-se perceber que queixas de distúrbios do sono foram muito comuns nesta amostra de pacientes com rinite alérgica crônica
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