Custo dos medicamentos do sono
Nos tempos de crise econômica que vivemos os medicamentos que as pessoas consomem são avaliados na base de custo-eficácia. Tanto em nível dos gastos individuais na compra desses produtos, como nos casos dos planos de saúde do governo (em alguns paises os medicamentos são grátis e doados a população em outros paises e incluído o Brasil, algumas empresas fornecem esse medicamentos aos empregados). Como o governo e as empresas não podem disponibilizar todas as opções de medicamentos, permanece a duvida sobre qual medicamento oferecer.
Esse tema foi tão evidenciado, que surgiu uma nova ciência chamada de Economia na Saúde, que busca solucionar às seguintes dúvidas: se ofereço um medicamento melhor, que deve ser mais caro por um prazo menor não seria uma conduta mais acertada, ofertar um medicamento mais barato, durante mais tempo? E os efeitos colaterais, como vício, ação contra glóbulos brancos e plaquetas no sangue etc? Pois bem, um grupo de pesquisadores analisou as relações de economia de saúde das chamadas drogas do grupo Z cujo nome mesmo no Brasil começa com Z em comparação com drogas mais fracas e mais baratas.
Os dados sobre as seguintes medidas foram considerados no resultado: latência do sono, quanto tempo demora para dormir depois que tomou a medicação, duração total do sono, o número de despertares, a qualidade do sono, efeitos adversos ,rebote da insônia ou seja dorme bem na noite que toma a medicação, mas depois fica 2 a 3 noites sem dormir e quanto tempo leva para deixar a medicação e dormir bem. A pesquisa foi realizada com um total de 3.909 pacientes com um número reduzido de efeitos colaterais. Os autores concluíram que a curto prazo, drogas parecem igualmente eficazes e seguras com pequenas diferenças individuais.
Num hipotético plano de saúde com 500.000 segurados, os autores estimam que o custo de aquisição seja de 300 dólares por 100 comprimidos de medicamentos mais caros e de 40 dólares para os mais baratos numa taxa de 2% a 5% de pessoas com problemas de sono mais sérios. Usando o modelo-padrão de avaliação de gastos com medicação desse hipotético plano haveria um custo de US$ 600.000 a US$ 700,000 por ano para o plano de saúde.
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