O fonoaudiólogo 

Os distúrbios respiratórios do sono, roncos e apnéia do sono tornaram-se muito conhecidos da população em geral e com isso uma grande quantidade de pessoas se pergunta com que se deve tratar. Nessas dicas de sono dos colchões Ônix, já foi indicado uma serie de médicos de diversas especialidades tais como neurologistas especialistas em sono, pneumologistas (o ato de respirar complica o sono e vice versa também está associado) otolaringologistas, reumatologistas (porque uma doença reumatologica, a fibromialgia tem intima relação com o sono), alem  de ortopedistas, especialistas em cirurgia buco maxilo-facial e cirurgiões de cabeça e pescoço, pois as cirurgias corretivas são feitas  na cavidade nasal e bucal. Os dentistas também começaram a participar das soluções dos roncos e das apneias, não somente apresentando aparelhos para alinhar  o maxilar, mas também a língua. Agora entrou mais um especialista para fornecer soluções para esse problema que é a fonoaudióloga.

A síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) é uma doença crônica, progressiva, incapacitante, com alta mortalidade e morbidade cardiovascular.

Ruth C. P. Burger, fonoaudióloga e médicos pneumologistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), aplicaram um questionário em 45 pacientes adultos, de ambos os sexos, com perguntas sobre o seu modo de respiração. Os dados obtidos foram comparados com os resultados da polissonografia de cada paciente. Os resultados encontrados pelos autores revelaram que 76% dos pacientes entrevistados relataram ser respiradores orais ou mistos. Desses, 77% apresentaram índice de apnéia/hipopnéia alterado, enquanto que dentre os respiradores nasais, apenas 18% possuíam alteração nesse índice. Conclusão: baseada nessa enquete, a respiração oral ou mista estaria relacionada com a presença de apnéia do sono, provavelmente devido ao quadro de hipotonia muscular causado pela respiração alterada. Sendo assim, a terapia fonoaudiológica miofuncional pode ser um importante auxiliar no tratamento desses pacientes.

Ela segue um curso progressivo e pode ser causa de morte prematura.  Diversos estudos populacionais demonstram aumento da mortalidade na SAOS por infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico e morte súbita1. Dentre as desordens do sono, essa síndrome é a mais comum, e é uma condição em que há repetidos episódios de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono. As pausas respiratórias que podem ocorrer durante o sono são definidas como paradas (apnéias) ou reduções (hipopnéias) da passagem de ar pelas vias aéreas superiores. Esses episódios podem ocorrer inúmeras vezes durante o sono. A apnéia é definida como uma cessação completa de fluxo oronasal durando 10 segundos ou mais. A hipopnéia se caracteriza por uma redução de no mínimo 50% no fluxo oronasal durando 10 segundos ou mais e redução da saturação de oxigênio (O2) de pelo menos 4% da linha de base. Ambos os eventos (apnéias e hipopnéias) são acompanhados de dessaturação de O2 e culminam com um microdespertar.  Indivíduos obesos têm mais risco de desenvolver SAOS quando comparados com indivíduos de peso normal. A prevalência da SAOS é de 9% da população masculina de meia idade (30 – 60 anos) e 4%  da população feminina após a menopausa.

Se o tipo de respiração tem influência no aparecimento da SAOS então a fonoaudióloga tem condições de ensinar as crianças e adultos a corrigir o tipo de respiração.

 

 
PROFESSOR DR. JOSÉ KNOPLICH
Reumatologista, Doutor em Saúde Pública
pela Universidade de São Paulo, autor de vários livros,
dentre os quais o "Viva Bem com a Coluna que Você Tem", na 31ª edição com 190 mil livros vendidos.
http://knoplich.sites.uol.com.br
 
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