Aceitação da máscara
O emprego da pressão positiva contínua, em inglês CAPF, aplicada por intermédio da máscara nasal para o tratamento da Apnéia do Sono foi descrita em 1981. Essa mascara nasal como o nome sugere introduz o oxigênio sob pressão pela vias aéreas da pessoa que ronca muito dando uma perspectiva concreta para o tratamento desse distúrbio. Nesses pacientes a via aérea devido a varias razões é susceptível ao colapso muscular do palato (céu da boca) e o tratamento com pressão positiva alcança sucesso na grande maioria dos pacientes e tem sido a primeira escolha de tratamento.
O CAPF nasal, também chamado em português de PAP consiste num método não invasivo de aplicação de pressão positiva contínua na vias aéreas superiores, gerando um fluxo aéreo de 40 a 60 litros por minuto, através de um tubo que alimenta a máscara nasal ou as tiras elásticas fixadoras laterais. Uma vez aplicada a pressão positiva às vias aéreas superiores, cria-se um coxim pneumático que desloca o palato mole em direção à base da língua e dilata a área de secção de toda a faringe. A resposta é rápida, o sono se consolida e muitas vezes aumenta a proporção dos estágios do sono NREM nos primeiros dias. As alterações causadas pela privação crônica do sono tendem a se reverter com o emprego terapêutico em pacientes.
Médicos do Instituto do Sono da Universidade Federal de S.Paulo estudam em 1481 pacientes consecutivos que realizaram o exame da confirmação do diagnostico da Apnéia do Sono para verificar a aceitação da máscara nasal em pacientes encaminhados a um laboratório do sono que deveriam usar o aparelho para o PAP. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos: o grupo controle, aonde os 699 pacientes não receberam uma sessão de orientação ministrada por um técnico antes de utilizar a mascara e no outro grupo de 782 pacientes foi orientado como utilizar a mascara nasal. Dados demográficos foram semelhantes entre os grupos de controle versus orientado sendo assim distribuídos: proporção masculino / feminino (76:24 vs 75:25), idade (média ; 53 vs 52 anos), Escala de Sonolência Epworth pontuação (12 vs 12), e índice de massa corporal (31 vs 31 kg / m (2)). Dados da polissonografia foram pouco diferentes entre os grupos para os seguintes aspectos: tempo total de sono (312 vs 326 min), eficiência do sono (74 vs 77 %), latência do sono (22 vs 18 min). O número de pacientes que não aceitaram máscara nasal foi maior no grupo controle do que o grupo orientado (80 vs 44).
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