Dormindo e Diabete

Foi avaliada a associação entre a duração do sono e diabetes tipo 2 , esse tipo de diabetes é aquele as pessoas adquirem durante  a vida por uma serie de comportamentos de vida irregulares( fumo, obesidade, colesterol alto, doenças, etc). Na maioria das vezes o tratamento é com medicamentos por via oral. O diabetes tipo 1 é aquele que a pessoa adquire quando criança, por fatores de imunológicos, muito mais grave e cujo tratamento é feito na base de aplicação de insulina injetável uma ou varias vezes por dia .D.A. Beihl  e colaboradores  epidemiologistas da University of South Carolina, USA acompanharam  900 pessoas  não diabéticas,  mas 146 desenvolveram depois de alguns anos uma diabetes do  tipo 2. Essas pessoal  no momento inicial dessa pesquisa , na historia clinica por foi pesquisas a duração do sono  que foi avaliada por auto-relato.
Na ocasião também foram feitos dois exames de  sangue : tolerância à glicose intravenosa/ sensibilidade insulínica e secreção da insulina ,dois importantes fatores de risco para diabetes.Resultados ;entre os brancos não-hispânicos e latinos, sono de duração igual ou menor de 7 horas  tinha 2,36 vezes mais chances de desenvolverem diabetes do tipo 2  comparado as pessoas que dormem  as 8 horas diárias. Mas aumento das chances de surgir a diabetes foi associada com ajustando  de vários fatores adversos, tais  idade, sexo, tolerância à glicose, doenças , hipertensão arterial, história familiar de diabetes, tabagismo,  nível de educação escolar e índice de massa corporal ( obesidade). Os testes de sangue realizados não influenciou no aparecimento da diabete nas pessoas que  tem sono de  duração igual ou menor de 7 horas  mas tem uma associação significativa nas pessoas que cujo sono tem a  duração superior a 8 horas . Esse estudo confirma  que dormir muito  como um fator de risco independente para diabetes tipo 2 em brancos e hispânicos. Embora a sensibilidade e a secreção de insulina  medidos pelos exames de sangue podem também explicar  a associação de jornadas  de longa duração do sono com risco  de surgir o  diabetes do tipo 2

De acordo com os cientistas, vários fatores podem estar por trás desta relação. Entre eles, estão o sono noturno perturbado e uma associação entre a soneca e a diminuição da atividade física. Esses fatores têm um peso menor do que outros fatores de risco já conhecidos, como a obesidade, a idade avançada e ter um histórico de diabetes na família.
A longo prazo, a diabetes pode levar a outras complicações, como doenças cardíacas, derrame, cegueira, insuficiência renal e amputação de membros.
Entre os problemas de curto prazo, estão episódios de hipoglicemia, que podem levar a desmaios e até hospitalizações se não houver tratamento.
A persistência de altos níveis de glicose no sangue também pode ser fatal se não for tratada.

 

 
PROFESSOR DR. JOSÉ KNOPLICH
Reumatologista, Doutor em Saúde Pública
pela Universidade de São Paulo, autor de vários livros,
dentre os quais o "Viva Bem com a Coluna que Você Tem", na 31ª edição com 190 mil livros vendidos.
http://knoplich.sites.uol.com.br
 
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