Balanceio ao adormecer
Já foram tratados nessas Dicas do Sono do colchão Ônix de distúrbios do sono relacionados com movimentos repetitivos do corpo ou de parte do corpo que acabam despertando as pessoas do sono. O mais frequentemente citado foi a síndrome das pernas inquietas em que a pessoa tem uma necessidade irresistível de movimentar as pernas que acaba causando um despertar. Existe um distúrbio do sono em que a criança faz movimentos repetitivos batendo ou balançando a cabeça um pouco antes de dormir e durante a fase inicial do sono , que assusta muito os pais. Esse distúrbio é chamado de jactatio capitis nocturna e ocorre principalmente em lactentes e crianças de tenra idade, embora os adultos podem raramente ser afetados.
É um distúrbio da transição sono-vigília, também conhecido como “balanceio ao adormecer”. Embora raramente prejudicial, pode ser assustador ou de confusão como um ataque de epilepsia para os pais ou outras pessoas que testemunham essa ocorrência.
Os sintomas desta condição são caracterizados por movimentos repetitivos geralmente na cabeça e no pescoço. A cabeça é movida com força para trás e frente ou a cabeça é movida lateralmente, mas que pode acontecer com 0,6% das crianças com até dois anos. Esse distúrbio afeta mais comumente crianças saudáveis, mas podem também ser vistos em associação com autismo, paralisia cerebral, outras deficiências cerebrais e neurológicas de desenvolvimento.
Existe muito pouca literatura disponível ou consenso quanto à causa dessa condição. Alguns pais podem acreditar que o comportamento em causa se destina a ser auto-prejudicial por aspectos emocionais e punitivos (por exemplo, batendo a cabeça sobre o colchão repetidamente), mas muito raramente existe essa intenção.
Outra teoria estabelece paralelos entre movimentos rítmicos do sono e outras atividades rítmicas durante o dia que promovem relaxamento ou prazer, como os movimentos repetitivos observados em várias formas dança, algumas atividades físicas desportivas (ou seja, corrida, remo, etc), e algumas práticas religiosas e meditativas. Embora por vezes esse comportamento seja desconcertante para os pais, é um comportamento benigno que normalmente se resolve aos cinco anos. Geralmente deixa de ocorrer espontaneamente no segundo ano de vida.
R.S. Alves e colaborador médicos do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo avaliaram 25 crianças com tais movimentos iniciando no primeiro ano de vida que persistiram ao longo da infância e adolescência, houve predomínio do sexo masculino (68%). Na avaliação neuropsicológica mostrou traços relativamente uniformes em 36%, caracterizados por introversão, timidez e insegurança. Deficiência mental foi diagnosticada em 8 casos. Déficit intelectual foi constatado em 52% dos casos. |