Exercícios para o palato
Já vimos nessas Dicas do Sono dos colchões Ônix que o ronco ao dormir tanto em adultos como em recém nascidos esta associado a apneia , que é uma dificuldade da respiração, porque o ar tem dificuldade de passar na região que fica na parte de traz da garganta e no inicio da entrada do ar para os pulmões. Essa região tem uma parte dura que é o céu da boca e depois uma região mole que é o palato, que tem músculos com inervação do sistema nervoso involuntário ou seja são músculos que não temos controle eles trabalham automaticamente. É como o coração, que também é um músculo que bate automaticamente, e não temos condições de comandar para bater mais devagar ou mais depressa. Na maioria dos casos, a apneia acontece porque a musculatura nessa região do palato fica muito relaxada durante a noite, obstruindo a passagem do ar pela garganta. Assim, a pessoa desperta do sono várias vezes por causa do barulho do ronco e porque o cérebro recebe menos Oxigênio.
De acordo com Kátia C. Guimarães e colaboradores médicos pneumologistas, cardiologistas e fonoaudiólogos do Instituto do Sono do InCor (Instituto do Coração de São Paulo), seria possível aprender exercícios para fortalecer a musculatura da garganta envolvendo a língua e o palato mole (parte posterior do céu da boca) podendo reduzir em até 40% a gravidade e os sintomas da apneia do sono.
Já foi referido em Dicas do Sono anteriores que mais de 70% dos casos de pessoas obesas ou que tem a garganta estreita ou mesmo com a mandíbula deslocada para frente /trás também podem ter apneia. As conseqüências são um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. Num estudo feito na cidade de São Paulo foram avaliadas em laboratório 1.042 pessoas sendo que cerca de 30% sofriam de apneia do sono.
Durante três meses, os pesquisadores do InCor acompanharam 31 pacientes sendo que 16 conseguiram aprender e fizeram os exercícios corretos e 15 fizeram exercícios de forma ineficaz durante 30 minutos por dia.
Ao final do terceiro mês de exercícios houve uma redução objetiva de 22,4 para 13,7 eventos de apneia por hora de sono , medidos pela polissonografia. Além disso, a intensidade do ronco caiu de 10,2 para 6,9 pontos, reduzindo do tom considerado "muito alto" para um tom "semelhante a respiração".
Os pesquisadores também notaram que a circunferência do pescoço daqueles que fizeram os exercícios corretos caiu de uma média de 39,6 cm para 38,5 cm ,o que sugere que houve melhora no tônus de contratura de tensão da musculatura da região.
Os diversos especialistas médicos que atendem os pacientes com apneia percebem que qualquer tipo de exercício ou pratica esportiva relatam melhora na qualidade de vida e por isso dormem melhor sem roncar.
A dificuldade é obter o comprometimento desses pacientes por praticar exercícios constantemente, pois parando os exercícios a apneia volta. |