Cardíacos
Sempre se acreditou e se comprovou que os paciente portadores de apneia do sono, tinham como conseqüência um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e derrame.Mas a pergunta que sempre ficou era saber se depois que o cardíaco já tem a doença e esta em tartamento e se continua tendo a dispnéia do sono ele piora com o passar do tempo ? Cristiana Marques de Araújo e colaboradores cardiologistas pneumologistas do Instituto do Sono do InCor (Instituto do Coração de São Paulo) fizeram um estudo para identificar se existe uma relação entre a apnéia do sono, com isquemia miocárdica e arritmias cardíacas em pacientes com doença arterial coronária estável ou seja já tiveram enfarte ou outra doença cardíaca em tratamento e não tem sintoma clinico de origem cardíaco no momento da pesquisa.
Os autores selecionaram 53 pacientes com doença coronariana estável realizaram uma gravação simultânea de polissonografia e Holter eletrocardiográficos. A parada respiratória total durante o sono( é a apnéia), hipopnéia( é só diminuição da respiração durante o sono) O IAH-chamado de Índice de Apnéia + Hipopnéia foi definido como o número de apnéias / hipopnéias por hora de sono. Os pacientes foram divididos em um grupo A de controle (IAH de numero 15, normal de 23 pacientes) e um grupo B com Apnéia (IAH maior que 15, de 30 pacientes). Um subgrupo C formado por 13 pacientes com um IAH maior do que 30 ( chamado de grupo Apneia grave ) também foi estudado. Foram analisados os dados no eletrocardiograma que mostrasse a gravidade dos episódios isquêmicos e a variabilidade da freqüência cardíaca e da ocorrência de arritmias durante a vigília e o sono.
As características clínicas entre os grupos foram semelhantes, exceto para a pressão arterial que estava mais elevada nos grupos apnéia, B e C (p <0,05). Isquemia miocárdica foi identificada e registrada no Holter em 39 (73,6%) pacientes. O número e duração dos episódios isquêmicos diminuiu significativamente durante o sono em todos os grupos, durante a vigília, os pacientes com apnéia grave exibiu episódios mais curtos e menos em comparação com os controles. Não foram encontradas diferenças significativas na variabilidade da freqüência cardíaca ou na ocorrência de arritmias entre os grupos. Arritmias ventriculares malignas, fibrilação atrial / flutter, bradicardia e bloqueio atrioventricular de alto grau, não foram detectadas.
Concluem esses autores que a apnéia obstrutiva do sono não foi relacionada à isquemia miocárdica, variabilidade da freqüência cardíaca e arritmias em pacientes com doença arterial coronariana estável e não alterou o ritmo circadiano da isquemia miocárdica. |