O que faz as pessoas diferentes?
Essa pergunta intrigante foi feita por Samuel Fels, milionário americano que estava preocupado com quais marcas psicológicas e comportamentais a Grande Depressão Econômica de 1929 deixaria sobre as crianças americanas que se desenvolveram nesse período. Que tipo de adulto elas se transformariam? Com um legado para uma Universidade, depois ampliado por dotações governamentais desde então tem sido apresentado vários trabalhos sobre esse tema. Fels morreu em 1950, mas esses estudos continuaram e os trabalhos científicos têm sido publicados em varias revistas medicas e apresentados em vários congressos de muitas especialidades. Trata-se do mais antigo estudo longitudinal americano em atividade nos Estados Unidos.
Estudo longitudinal significa acompanhar, por exemplo, um grupo de crianças nascidas em 1929 em uma determinada cidade e analisar uma série de dados sobre seu tipo de sono e comparar, por exemplo, se essas mesmas crianças em 1939 estavam seguindo os seus estudos regularmente já que seus pais foram afetados economicamente pela crise econômica e perderam seus empregos e provavelmente não tinham recursos para mandar os filhos na escola. Os pesquisadores realizaram estudos idênticos em 1945 depois da Grande Guerra Mundial. Estudaram as crianças, depois elas se transformaram em pais, quais tipos de doenças tinham etc. Surgiram assim vários “filhotes” sobre o tema de saúde do estudo original.
A idéia voltou a entusiasmar os pesquisadores, pois agora os Estados Unidos vivem uma crise semelhante.
Mas H. Lee e colaboradores da Wright State University em Ohio, onde agora está a equipe desse Estudo Fels, coletou dados entre 2006 e 2007, portanto longe da atual crise e publicou um artigo agora em Junho de 2009.
Os distúrbios do sono são problemas prevalentes na população em geral. Os sintomas da insônia podem ter efeitos diferentes nas condições físicas e mentais das pessoas independente das condições médicas de certas doenças. Neste estudo, foram examinadas as relações entre os distúrbios do sono com os sintomas relacionados com a saúde e qualidade de vida medidas no Fels Longitudinal Study. Um total de 397 adultos (175 homens e 222 mulheres) com idades acima de 40 anos foi incluído no presente estudo. Essas pessoas relataram que tinham uma ou todas essas alterações; dificuldade em adormecer, despertares noturnos e/ou cansaço e sonolência diurna. A qualidade de vida relacionada à Saúde foram medidas pelo teste Medical Outcome Survey Short Form (SF) -36. Foram registrados estado civil, situação de emprego, e educação formal anterior alem das atuais condições médicas. Participantes com graves distúrbios do sono apresentaram maior chance de ter uma baixa pontuação SF-36 em comparação aos participantes sem problemas. As diversas alterações do ritmo do Sono têm uma atuação abrangente e estão independentemente associadas com a qualidade de vida na meia-idade e nos idosos.
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