Melatonina
A melatonina tem sido foco de muitos debates e sua aplicação terapêutica na prática clínica é assunto controverso. A melatonina é o principal hormônio da glândula pineal ou hipófise dos mamíferos. Sua síntese e liberação ocorrem à noite. O pico da melatonina segue um padrão circadiano ocorrendo antes dos períodos de maior propensão ao sono. Também é conhecido o fato de que essa substância pode estar alterada nos distúrbios sazonais do humor, depressão maior e distúrbio pré-menstrual. A melatonina é capaz de promover o sono. A melatonina apresenta níveis altos antes do início de sono. O aumento e queda desses níveis de secreção têm relação com o ritmo endógeno da temperatura corporal. O efeito da melatonina exógena, ou seja, ingerida como medicamento é controverso. Ainda não são claros os benefícios da melatonina para o tratamento da insônia. Em idosos houve uma redução da latência de sono, mas nesta população, a manutenção do sono pode ser o ponto mais crítico. Também não existem evidências de que idosos com baixa secreção de melatonina exibam resposta à administração de melatonina exógena. Entretanto a melatonina pode ser capaz de promover o início do sono. Estudo toxicológico mostra que a melatonina é segura em altas doses. Sua principal indicação é o tratamento do transtorno causado por mudanças de fuso horário.
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