Epilepsia
A eletrencefalografia (EEG), na classificação das epilepsias, é um exame muito importante para direcionar terapêutica e efetuar o prognóstico de outras desordens cerebrais associadas.
Para obtenção do registro de um EEG mais fidedigno, se tem buscado diversas técnicas tais como a indução farmacológica (com aplicação de uma hipnótico) do sono, a vídeo-eletropolissonografia do sono pós-prandial (depois de uma refeição) e do sono noturno e o holter EEG (um EEG seguido durante pelo menos 8 horas, como ocorre com os outros tipos de exames holter), cada qual com indicações próprias e achados característicos.
Dentre os grafoelementos que podem ser detectados, as PPOTS que são de ocorrência rara em vigília e no sono noturno, mas são exacerbadas pela privação do sono.
A exacerbação desses vários tipos de exames em pacientes epilepticos ocorreu em 90% dos pacientes após a privação de sono, motivou a reflexão de que esta privação pode ativar também outros grafoelementos irritativos, ou seja, não epilépticos, em função da liberação dos neurotransmissores excitatórios.
Na literatura consultada, dentre 342 trabalhos com descrição de achados de EEG em pacientes epilépticos, apenas um faz referência às PPOTS. Em virtude dessa escassez, parece importante o enriquecimento do acervo de informações nesta área da neurociência, contribuindo para o estudo da excitabilidade cerebral, como forma de ajudar ao paciente epiléptico a seus pais e tutores com essa forma de diagnosticar outros distúrbios associados. Isso quer dizer que o sono do paciente epiléptico está alterado; podem-se fazer exames que demonstram outras modificações das ondas cerebrais que podem determinar no futuro outras modalidades de tratamento.
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