Cirurgia da obesidade
A obesidade mórbida está se tornando um importante problema de saúde pública em todo o mundo, inclusive em países em desenvolvimento como o Brasil. A cirurgia da obesidade é denominada de cirurgia bariátrica, tendo varias técnicas cirúrgicas a disposição dos clientes. Os estudos existentes são limitados na sua capacidade de avaliar os riscos e benefícios desse tipo de cirurgia, pois poucos estudos comparam pacientes submetidos à cirurgia com um outro paciente semelhante, também obeso mórbido não operado, principalmente em populações de alto risco como os idosos (depois de 65 anos) e com as mesmas doenças e queixas.
C.D.Perry e colaboradores da Harvard Medical School da cidade de Boston fizeram um levantamento de toda a literatura medica publicada de 2001 a 2004 para avaliar as taxas de sobrevivência e as alterações nas 5 doenças (diabetes, apnéia do sono, hipertensão, dislipidemia e doença arterial coronariana) que estavam associadas ao peso nesses pacientes operados e nos que não foram operados com até 2 anos depois da cirurgia. Os pacientes que fizeram a cirurgia bariátrica tinha aumentado as taxas de sobrevivência durante os 2 anos de estudo, quando comparado com um grupo de obesos mórbidos semelhantes não-cirúrgico (P <0,001). Para pacientes com menos de 65 anos, esta vantagem de sobrevivência começou aos 6 meses do pós-operatório, para pacientes acima de 65 anos, essa vantagem foi a partir de 11 meses. O grupo cirúrgico também apresentou melhoras significativas na prevalência de diagnóstico de 5 doenças relacionadas com o peso (diabetes, apnéia do sono, hipertensão, dislipidemia( colesterol) e doença arterial coronariana) em relação aos que não operaram.
|