Marcadores cardíacos
Os exames de sangue Proteína C Reativa (PCR) e a interleucina (IL –6) são marcadores da inflamação e estão aumentados em doenças infecciosas e reumáticas. Foi descoberto que esses exames alterados também estão associados com risco importante para doença coronária e aterosclerose. Um estudo realizado na Showa University, em Tóquio, no Japão examinou os níveis no sangue de PCR e IL-6, em pacientes com síndrome da apnéia obstrutiva do sono (OSAS em inglês).
Foram coletadas amostras do sangue em 30 pacientes com apnéia obstrutiva do sono e 14 indivíduos obesos (grupo controle). Foram avaliados os níveis no sangue de PCR e IL-6. Os níveis de PCR e IL-6 foram significativamente maiores em pacientes com OSAS do que no grupo controle.
Os autores concluíram que como OSAS está associada a um risco aumentado de morte e doença cardiovascular, esses índices podem ser úteis para reduzir este risco.
Agora, especialistas da Universidade de Warwick e do University College of London constataram que as mulheres que não dormem as horas necessárias têm mais risco do que os homens de sofrer doenças cardíacas.
A análise é baseada em uma pesquisa realizada com 4,6 mil participantes de entre 35 e 55 anos, aos quais foi solicitada sua participação nos anos de 1985 a 1988, e que foram acompanhadas até 1991 e 1993.
As mulheres que dormem menos que as oito horas recomendadas têm mais possibilidades de ter problemas cardíacos do que os homens com esses mesmos hábitos de sono.Os pesquisadores descobriram que os marcadores que indicam doenças cardíacas variavam consideravelmente com as horas que as mulheres dormiam.
Segundo a análise, os especialistas descobriram que os níveis de Interleukina-6 (IL-6), eram muito mais baixos em mulheres que dormiam oito horas, em comparação com as que dormiam sete.
Outro marcador, o PCR, que pode prever a morbidade cardiovascular, era consideravelmente mais alto em mulheres que diziam dormir cinco horas ou menos.
A professora em bioquímica que liderou o estudo, Michelle Miller, da Universidade de Warwick, disse que este estudo acrescenta mais peso à relação entre o sono e os problemas cardíacos. As pessoas que dormem pouco estão associadas a um aumento do risco cardiovascular e que a associação entre a duração do sono e os fatores cardiovasculares são diferentes em homens e mulheres.
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