A síndrome da perna inquieta, que é uma afecção muito freqüente, nos
distúrbios do sono, está incluída nos sintomas da fibromialgia e vem
associada a posteriores queixas clínicas de dores generalizadas,
inclusive articulares, por isso é uma patologia vista pelos
reumatologistas com freqüência. Tem esse nome pelo fato de que a
pessoa, quando dorme, mexe a perna, com movimentos involuntários, que a
impede de conciliar o sono.
Essa mesma queixa esta incluída nos
distúrbios dos movimentos (discenesias) vistos pelos neurologistas, que
a associam com Parkinson. Essa síndrome agora tem tratamento específico,
e com ótimos resultados. Os pacientes ficam muito agradecidos, pois
tinham esse problema por muitos anos, sem que os diversos médicos
consultados tivessem dado atenção ao mesmo.
Acreditava-se que essa síndrome fazia parte do quadro clinico do
Parkinson, evolui com muita freqüência para a depressão, mas, geralmente,
é de difícil diagnóstico, porque os sintomas se superpõem, e a medicação
antidepressiva sozinha também não faz efeito no Parkinson.
Médicos italianos da Universidade de Udine afirmam que há três tipos de
síndrome das pernas inquietas na população em geral e, a forma que afeta
de 0.1% a 11.5% da população, como a descrita acima, em
70%-80% dos casos causa insônia. Mas, estudando melhor esse grupo de
pacientes verificou-se que essas pessoas têm também deficiência de ferro
no sangue, tem a uréia aumentada que ocorre na gravidez e em doenças
neurológicas como a polineuropatia; seria o segundo grupo de pessoas com
a síndrome da perna inquieta O terceiro grupo, que é menor, é o portador
de diabetes do tipo 2 e esclerose múltipla. Os autores dizem que os
médicos dão pouca importância a essa queixa de síndrome da perna
inquieta nas pessoas com distúrbios do sono; elas também se queixam que
da qualidade de vida, das funções intelectuais (memória, cálculos matemáticos etc), que estão diminuídos.
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