Clock genes ou genes do relógio biológico
Na maioria dos seres vivos, os ritmos circadianos são gerados por um “relógio biológico” molecular que envolve os chamados clock genes (genes do relógio ou da alternância). Estes genes circadianos servem para controlar as conexões neurológicas que tem um mecanismo de retro controle. Por exemplo, o ciclo menstrual da mulher tem 2 fases; uma fase em que o hormônio secretado é o estrógeno. Esse hormônio faz crescer a camada interna do útero preparando-o para uma possível gravidez.
Se esta não ocorre, um dos genes do relógio ou da alternância faz o organismo secretar a progesterona, que é a segunda fase e o que faz essa camada que cresceu ser descamada. Ai ocorre a menstruação. Esse relógio nunca falha, mas pode ter algumas alterações que são causadas por doenças tanto do útero, como do cérebro, como da secreção dos hormônios. O que não acontece é o organismo se enganar e iniciar a segunda fase sem ter tido a primeira. Isto ocorre também na alternância entre o período em que a pessoa está desperta, que se chama vigília, quando ela tem todos os sentidos alertas para as alterações do meio ambiente e que, na hora certa, é trocado pelo mecanismo do sono que faz a pessoa ter uma sonolência, respirar menos intensamente, ter um contato muito menor com o meio ambiente, pois passa a dormir.
Em resumo, os trabalhos científicos têm demonstrado que essa alternância biológica que está incluída na atividade dos genes é propriedade de seres vivos com alta capacitação, portanto as bactérias, fungos e vírus não têm esse relógio biológico.
Todos os vertebrados têm esse relógio biológico ou clock genes que de uma forma ou de outra atuam nesses animais.
Na maioria dos mamíferos esses genes atuam através de circuitos neurológicos cerebrais.
Atualmente os autores estão estudando como esses circuitos neurológicos podem produzir substâncias que regulam essas atividades e com isso poderão criar medicamentos para consertar os desequilíbrios desses genes.
Foi feito um estudo para controlar os clocks genes em seres humanos e sua influência em vários órgãos e tecidos do organismo.
A pesquisa mostrou que quando surgem defeitos congênitos ou adquiridos nesses genes do relógio ou da alternância podem surgir distúrbios na fase do sono profundo, assim como atrasar o inicio do adormecimento. Alem disso, esses genes também se mostraram importantes no desenvolvimento do câncer assim como várias outras doenças.
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