Artrose do quadril e o sono
Todos os seres humanos têm a consciência de que o corpo tem um ritmo de atividade próprio, que alterna as atividades do dia com o descanso da noite. Esse tipo de atividade varia de forma individual.Há também um grupo de pessoas que rende mais durante os dias frios e outros nos dias quentes. Isso é chamado biorritmo ou ritmo circadiano e a cronobiologia (cronos significa tempo), que é a ciência que estuda os relógios biológicos, ou seja, a regularidade dos mecanismos de atividade rítmica do corpo. De acordo com a disciplina individual, o ritmo biológico relacionado, principalmente, com a fisiologia, o clima da região, a hora do dia, as estações do ano e os hábitos pessoais.
A pergunta é se a dor em geral e a dor em particular das articulações, têm uma relação com um possível ritmo biológico. As estatísticas mostram que mais de 60% dos portadores de artrite e artrose, sentem dores à noite. Nas pessoas com problemas de coluna vertebral, o repouso no leito ajuda , as vezes ajuda as dores, apesar que também muitas pessoas sentem dores, quando se viram na cama à noite, mas, as dores em maior número de pessoas se dão durante o dia, no período de trabalho.
Ortopedistas, da Universidade de Wellington, na Nova Zelândia, estudaram o assunto relacionado à dor na coxo-femural de pessoas portadoras de artrose dessa articulação. Em 48 pacientes, que se queixavam que não dormiam, devido a dor, realizaram um questionário para verificar a qualidade do sono antes de serem operados e depois da cirurgia. O questionário foi completado por um autorelato de como foi o sono de 5 noites seguidas, um mês da cirurgia e 3 meses depois da cirurgia. Um total de 75% dos participantes melhoraram da qualidade do sono, mas, os autores perceberam que os paciente acima de 65 anos e abaixo dessa idade tinham diferenças significativas, na qualidade de sono, medidas pelo método da actigrafia.
A actigrafia é uma técnica recentemente desenvolvida para registrar a atividade durante a vigília, e o sono sem aplicação de quaisquer eletrôdos. Usa-se um actígrafo no punho ou nas pernas, e ele tem o tamanho de um relógio. Consiste em um detector de movimento, e memória considerável para que possa registrar dados de movimento. Os autores concluíram que tirando a dor há uma melhora do sono desses pacientes, menos se for interrompido por saídas da cama e movimentos do corpo.
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