Síndrome da Dispersão da Atenção e sono
A Síndrome da Dispersão da Atenção é um distúrbio mental de origem
hereditária, que tem muitas variantes clínicas que evidenciam um
grau diferente de herança genética.
O quadro clínico é muito heterogêneo e está composto por Impulsividade
Motora e Emocional, junto com um quadro de hiperatividade física e
motora de presença variável.
Existe um dano cerebral mínimo mas que permite na possível aparição de
Distimias,( ou seja variações do humor, ora bravo e agressivo ora calmo
e amoroso) além de transtornos de aprendizagem (dislexias ou disgrafias-
dificuldade de escrever ou entender o significado das palavras).
Esta síndrome é devida às alterações nos neurotransmissores cerebrais e que causam muitos distúrbios relacionados ao sono nas crianças.
O diagnóstico precoce desse processo neurológico permite a orientação
quanto à suas vantagens e desvantagens, a fim de orientá-las para que os
portadores busquem ganhos acadêmicos adequados à sua capacidade,
melhorando a auto-estima e o progresso de suas relações familiares e
sociais. São sinais clínicos desse síndrome que influem sobre o sono
- Hipermotilidade: Inquietude ou aspecto de impossibilidade de
relaxamento que se associa com uma alteração da coordenação motora que
explica a propensão pelas quedas e os acidentes. Da mesma forma, estas
crianças têm dificuldades de adormecer.
- Irritabilidade: Choro fácil, desconformidade e tendência ao
desconsolo.
- Dificuldade para jogar: São crianças aborrecidas, por isso quebram os
brinquedos e são interpretados como "mal educados". Por outro lado, é
surpreendente o interesse que demonstram pela TV ou pelos computadores.
- Efeito Farmacológico paradoxal: Os fármacos estimulantes os
estabilizam e os que deveriam sedar e facilita o sono, causam efeito
contrario
- Fracasso Acadêmico: Apesar de uma capacidade intelectual adequada, a
distração ou a desorganização nas tarefas e nos hábitos de estudo,
promove fracassos escolares reiterados que baixam a auto-estima.
Recomenda-se um professor com possa estabelecer uma relação
interpessoal. Coincidentemente demonstram uma tolerância baixa à
frustração.
- Comportam-se como líderes negativos ou integrantes de grupos marginais
por causa das dificuldades no relacionamento com seus pais que acabam
por afetar a socialização no lar e no âmbito escolar.
- Transtornos do sono: Tradicionalmente acredita-se que estas crianças
padecem de transtornos marcados do sono. Entretanto esta afirmação não é
real, pois a comparação dos transtornos do sono em crianças normais e
crianças com esta síndrome, não é estatisticamente significativa ou pelo
menos tão evidente
Da mesma forma, os registros polisonográficos e a etapa do sono na qual
aparecem os movimentos oculares rápidos não fogem da normalidade. Um
aspecto interessante do tema, é a diferença entre o relato dos pais e os
dados que surgem a partir da conversa com as crianças.
A dificuldade para conciliar o sono é um transtorno comum. As crianças
normais geralmente ocupam o tempo lendo ou acomodam-se diante da TV até
dormirem. Esta estratégia também é utilizada pelas crianças com
transtornos isotencionais e neste caso, os pais ignoram o problema de
sua dificuldade para conciliar o sono.
Quando os pais relatam que seus filhos com transtornos disatencionais
relutam quando chega a hora de ir para cama e manifestam a dificuldade
para dormir, primeiramente, é necessário determinar se
estes dados se relacionam com um efeito colateral das drogas
psicoestimulantes que usam.