Café e o sono
A cafeína pode ser considerada uma das substâncias psicoativas mais
consumidas no mundo. A cafeína pertence ao grupo de compostos das
metilxantinas, em que se inclui também o chá. São substâncias que, se
tomadas em grandes quantidades e com freqüência, estimulam o sistema
nervoso, produzindo estado de alerta de curta duração. Em medicina, a cafeína tem sido usada emergencialmente para excitar padrões deprimidos de respiração e até como terapêutica auxiliar no tratamento de dores de cabeça.
A cafeína é também encontrada, em menores proporções, em outras bebidas além do café, como as bebidas contendo cacau, cola chocolate, além do chá e de alguns remédios do tipo analgésico ou contra gripes.
Existem evidências de que a cafeína possa funcionar como droga de
adição, causando dependência em seus consumidores. Não existem relatos, entretanto, de pessoas que tenham cometido atos desmedidos por estarem sob o efeito da substância. Para os especialistas, a explicação para isto está na quantidade de droga ingerida: caso fosse possível isolar a cafeína, seus efeitos seriam bastante potentes, semelhantes aos da
cocaína, por exemplo. Existem, no entanto, aspectos psicológicos inerentes
ao uso da cafeína, estipulados culturalmente através dos
séculos.
Tradicionalmente ela é usada como um estimulante leve, aceito
em todas as famílias. Há também o efeito de sugestão, muito presente no
uso da cafeína: a pessoa toma dois ou três cafezinhos, por exemplo, e
fica a noite inteira sem dormir. O que está ocorrendo é muito mais o
fato de a pessoa acreditar que esta dose lhe tira o sono do que o efeito
da droga ingerida, propriamente dito.
A cafeína talvez seja a substância estimulante de maior consumo em todo
mundo. Somente nos Estados Unidos, os dados estatísticos indicam que a
ingestão diária é superior a 150 mg/por pessoa/por dia, o equivalente a
3,5 kg de café por ano. Os países latinos têm tradicionalmente o hábito
de tomar café mais concentrado, com maior teor de cafeína, enquanto que
os americanos preferem o café bem mais diluído, de preferência descafeinado.
Isto porque a bebida não é tão popular nos Estados Unidos como é no Brasil e em Cuba, os maiores produtores de café. O café coado tem menos teor de cafeína do que o café, por exemplo, que não é filtrado, ficando o pó
assentado no fundo do recipiente. Este último é o que tem maior
proporção de cafeína, que produz certo estado "energético" (o valor
calórico da cafeína é desprezível) e que, em altas doses, pode
provocar uma dependência moderada.
Há ainda outros ingredientes no café que podem elevar o nível de
colesterol, além de estimular a acidez no estômago. Algumas pessoas
apresentam sintomas de azia com o uso exagerado da bebida.
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