Trabalho em turnos
Os médicos que trabalham em plantões noturnos assim como as outras
profissões que fazem plantões tem jornadas superiores a 30 horas, sem
dormir. Isso ocorre especialmente nas semanas em que acumulam um plantão noturno intercalado entre dois períodos diurnos de trabalho.
Esses esquemas de trabalho, razoavelmente comuns, produzem fadiga,
sonolência com lapsos de memória e favorecem o aparecimento de erros no desempenho de suas funções.
A Fundação Européia para Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho
recomenda que todos os envolvidos no trabalho em turnos avalie a
sobreposição de plantões, o que não garante adequada qualidade do
atendimento. Embora existam diferenças individuais na adaptação ao regime de trabalho em turnos - há pessoas que toleram melhor esses esquemas -, mas é inegável o desgaste produzido pelos plantões, tanto nas esfera profissional como na vida pessoal e familiar. Os efeitos causados pela privação aguda do sono podem ser mais fáceis de ser corrigidos, podendo os profissionais se prepararem previamente, dormindo um sono curto nas horas que antecedem o plantão, ou então não trabalhando na manhã seguinte ao plantão.
O acúmulo de plantões com poucas oportunidades de recuperação do sono agrava os efeitos numa dimensão que nem sempre é perceptível pelo indivíduo. Sabe-se, hoje, que a exposição crônica a horários irregulares de trabalho afeta a ritmicidade biológica, com conseqüências diversas, desde distúrbios de humor e problemas de sono, até desordens gastrintestinais e cardiovasculares (hipertensão).
A privação crônica de sono e a perturbação da ritmicidade associada a ela
provocam um aumento do risco de acidentes de trabalho.
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