Síndrome de Kleine - Levin
Existe um distúrbio do sono que sempre foi considerado raro que se chama de Síndrome de Kleine - Levin, na qual o indivíduo dorme de 16 a 24 horas seguidas (isso é chamado de hipersônia) e depois acorda com um comportamento desinibido e extremamente hipersexual. Acredita-se que isso seja um distúrbio hereditário, pois agora recentemente foi relatado o caso de uma família da Arábia Saudita onde 18 dos 25 integrantes apresentavam essa síndrome.
Se o portador dessa síndrome tiver uma hipersônia mais branda pode ser difícil de identificar. Muitos casais não dão importância a este tipo de alteração de comportamento mais brandos podendo passar toda uma vida sem que essa queixa chegue até o profissional de saúde.
Foi constatado que pacientes com sonambulismo podem apresentar essa síndrome com mais freqüência. Os distúrbios do sono podem causar um comportamento sexual inapropriado durante o sono ou mesmo nos período de vigília, associados às outras causas de distúrbio do sono que englobam o sonambulismo, falar enquanto dormem, o terror noturno, entre outros sintomas que resultam no chamado sono sexual , e que incluem a realização de masturbação, para produzir vantagens sexuais com um parceiro sem serem considerados como pessoas sexualmente
pervertidas.
Na literatura medica a Síndrome de Kleine - Levin tem sido descrita com mais freqüência ultimamente. Um caso dessa síndrome descrito no Brasil o paciente tem 15 anos de idade. Dos 18 pacientes descritos na Arábia (5 eram mulheres, 13 homens), que tinham idades variando de 12 a 55 anos (idade media de 18 anos). A media de duração desses sintomas foi de 1.5 anos e que cada paciente tive em media 6 episódios cada . A media de duração de cada episodio foi de 91.2h, com uma variação de 18-300 h.
Assim 14 pacientes tiveram uma historia de hipersonia , 3 somente insônia e 3 tiveram os dois insônia e hipersonia. Essa síndrome também causa variação no apetite: 5 pacientes tiveram hiperfagia , 11 diminuíram o apetite, 2 não tiveram alterações do apetite. Todos os pacientes melhoraram com carbamazepina, calmante.
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