Tristeza é depressão
A pessoa depressiva fica triste, melancólica. Muitas pessoas são tristes porque não dormem bem, tem insônia. Alem disso as pessoas melancólicas tem muitas dores e sofrem de fibromialgia, que também é causada pela ausência de serotonina. Alem desse neurotransmissor serotonina, uma outra característica é que as pessoas tristes, depressivas e melancólicas tem uma deficiência na formação de novas células (neurônios) no cérebro, chamada neurogenese.
A teoria tradicional diz que a depressão é uma deficiência de serotonina um neurotransmissor relacionado às funções como o humor, o sono e o apetite e, para combatê-la, os antidepressivos fazem aumentar a quantidade dessa substância no cérebro. Mas duas questões dessa teoria intrigam os cientistas há algum tempo. A primeira é que pouco depois de tomar esses remédios, o cérebro está cheio de serotonina e, no entanto, nada acontece. O segundo é que os efeitos esperados só vão aparecer um mês depois. Um mês é exatamente o tempo que o cérebro leva para
produzir novos neurônios e fazê-los funcionar. Foi daí se suspeitou que existe uma relação entre a depressão e a queda na produção de novas células no cérebro.
Outros indícios reforçaram a hipótese: o estresse um dos principais fatores que desencadeiam a depressão também inibe a neurogênese, como se o cérebro estivesse mais preocupado em sobreviver ao fator estressante do que em produzir neurônios para o futuro. Mas a primeira evidência concreta veio em 2000, quando cientistas americanos mostraram que os principais tratamentos antidepressivos aumentam a
neurogênese em ratos adultos. No ano seguinte, percebeu-se também que bloquear o nascimento de neurônios em ratos tornava ineficazes os antidepressivos.
Agora a esperança é encontrar uma forma de estimular a neurogênese e, com isso, aliviar a depressão. Ao que indicam esses estudos, essa doença depressiva, melancolia pode não ser só um estado de tristeza, mas, sim, o efeito da falta de neurônios novos e da conseqüente perda da habilidade de se adaptar a mudanças do ambiente e relações familiares e trabalhistas.
È como se o cérebro pelo fato de ter células velhas, pensasse de forma
tradicional com dificuldade de se adaptar a vida moderna.
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