A diabetes que avança em silêncio em todo o mundo já é considerada uma
epidemia. Está relacionada ao estilo de vida das pessoas. Entre as
principais causas estão fatores hereditários, obesidade e vida
sedentária. No Brasil, a estimativa é de que 12% da população seja
diabética, ou seja, cerca de 20 milhões de pessoas. E o que é pior:
metade não sabe que é portadora da doença.
A doença interfere diretamente na qualidade de vida, prejudica o
raciocínio, a da muita sede e muita fome. Mas o maior problema, a
limitação imposta pela dieta. A alimentação tem que ser rica em fibras,
sendo ideal o consumo de produtos integrais. A alimentação tem que ter
um intervalo de três horas na ingestão de alimentos, incluindo três
porções de frutas. As mais recomendadas são maçã, pêra e as frutas
cítricas. Devem ser evitadas uvas, bananas, mangas e melancias. O
diabético deve fazer o consumo de carnes brancas, peixes, carnes bovinas
magras e nada de frituras.
Especialistas em distúrbios do sono da Universidade de Sydney, Austrália
constataram que a diabetes está associada à presença da síndrome da
perna inquieta (que são movimentos involuntários das pernas durante o
sono, que acabam acordando a pessoa). Mas a diabetes está também
associada com outros distúrbios endócrinos que causam um descontrole
do ato de dormir.
O sono fica mais curto e menos profundo devido às
alterações do controle de outros hormônios como o estrógeno e a
testosterona em ambos os sexos. Essas alterações do sono aumentam a
obesidade, que por sua vez causa a apnéia do sono. Os autores afirmam
que ainda falta definir melhor se a diabetes do tipo 2, a mais comum, influi no metabolismo e indiretamente age sobre a qualidade do sono ou se o sono atua diretamente causando um distúrbio geral na atividade circadiana dos hormônios ( variando a produção dos hormônios durante o dia e a noite) Associa-se a esse detalhe a variação por sexo, por idade, presença da obesidade em associação com a diabete.
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