Uremia crônica e sono
Uremia (aumento da uréia no sangue) crônica é um problema comumente encontrado em pessoas que sofre de insuficiência renal (ou seja, o rim está sem condições de eliminar a uréia que se acumula no sangue originária da decomposição das proteínas da alimentação - ovos, carnes, etc.). Existem medicamentos por via oral, geralmente diuréticos que ajudam a eliminar esse excesso de uréia (não confundir com acido úrico). Quando a medicação não age mais se passa a realizar uma diálise. A diálise permite que o sangue de uma pessoa passe através de um aparelho com um filtro que retém a uréia como se fosse um rim. Mesmo assim nem sempre é possível manter os níveis adequados de uréia no sangue, que é uma substância tóxica ao organismo; a uréia é um produto final do metabolismo das proteínas e que é normalmente eliminada pela urina em uma pessoa normal, sem doença renal.
Pacientes que apresentam altos níveis de uréia, cronicamente, estão mais predispostos a sofrerem de distúrbios do sono, fato que prejudicaria ainda mais, a qualidade de vida destes pacientes. Os pacientes com uremia crônica têm outros fatores, que possivelmente interferem também no sono, como a idade (grande parte dos pacientes são idosos), pressão arterial alta, doença cardíaca, abuso de álcool e fumo, alem de longos períodos de diálise dentre outros.
Pesadelos, insônia, fragmentação do sono, síndrome das pernas inquietas e apnéia durante o sono são algumas das inúmeras desordens enfrentadas por esses pacientes.
Diversos estudos estão sendo realizados para avaliar a qualidade do sono e, em conseqüência, a qualidade de vida dos pacientes que são submetidos à diálise. Acredita-se que com esta estratégia, será possível estabelecer medidas adequadas para o manejo dos pacientes urêmicos crônicos.