Explicando o sono do diabetico 2
Ja vimos anteriormente que durante o sono, acontecem varios eventos
dentro do organismo que não podem acontecer durante o periodo que o ser humano ou animais estão acordados, que se chama periodo de vigilia Essa alternancia sono/vigilia complementa as atividades do funcionamento do organismo.A privação do sono pode comprometer a saúde, uma vez que é durante o ciclo sono/vigília que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento do organismo.
Ha dois tipos de diabetes, um que é chamado de diabetes 1, grave, que a
pessoa nasce com ele por um disturbio grave no desenvolvimento do pancreas, local aonde a insulina é produzida. Esse diabetes , por falta de funcionamewnto do pancreas as crianças devem tomar obrigatoriamente insulina. Existe o diabetes tipo 2, que as pessoas podem adquirir durante a vida, menos grave e que pode ser controlado com medicações por via oral.
Distúrbios do sono em diabéticos do tipo 2, constituem fatores de risco
para o agravamento do diabetes, pois podem interferir no controle metabólico através da síndrome da resistência à insulina. A apnéia do sono, insônia, movimentos periódicos das pernas, a higiene do sono e consumo de substâncias psicoativas são citados em estudos, porém pouco explorados. Ferramentas vêm sendo utilizadas na investigação
acerca do ciclo sono/vigília, dentre eles o diário de sono, a polissonografia e o teste chamado de Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). Este teste é composto por sete componentes, onde é avaliada a qualidade subjetiva(o que a pessoa acha de sono), latência (quanto tempo leva para adormecer) do sono, duração, despertares, distúrbios do sono, uso de medicação para dormir e sonolência diurna.
Um grupo de enfermeiras fez um estudo do tipo observacional
A qualidade do sono foi investigada em 50 diabéticos pertencentes a um
Centro Idosos. Para tal, os pacientes diabéticos do tipo 2, após assinatura do termo de consentimento, foram submetidos a uma avaliação cognitiva( testes de memoria, reconhecimento de pessoas e fatos) inicial, através do exame do estado mental, para descartar demência.( aquilo que vulgarmente chama-se" caduquice ") Foi aplicado um teste que avalia a qualidade do sono, denominado Índice de Qualidade do Sono de
Pittsburgh (PSQI) e um instrumento para levantar variáveis demográficas( local de nascimento, idads, peso, altura, sexo ) e clínicas(doenças e cirurgias jarealizadas) A maioria dos participantes era do sexo feminino, casados, com 4 anos de estudo em média, não trabalha e possui renda mensal de 2 salários mínimos. Em relação às
variáveis clínicas, 38% apresentam tempo de diagnóstico de diabetes
superior a dez anos, 70% são hipertensos, 36% apresentaram valores de Hemoglobina A1c( exame de sangue que indica a gravidade da diabetes) >7%, 72% com nictúria(levantavam a noite para urinar), 85%, IMC( Indice de Massa Corporal- equivalente à obesidade e 22% usam medicação para dormir.
Os componentes do PSQI foram detalhados separadamente e obtido o escore global, sendo que (26) 52% apresentaram escores que indicam qualidade do sono ruim. A relação dos escores obtidos no PSQI com algumas variáveis foi realizada, e identificamos que aqueles com tempo de diagnóstico superior a 10 anos e aqueles com hipertensão, possuíam pior qualidade do sono. A nictúria parece não ter corroborado para uma qualidade do sono ruim. Para aqueles com valores de Hemoglobina A1c >7%, a qualidade do sono foi pior. Entre os que usam medicação para dormir e os que apresentaram IMC normal, a qualidade do sono mostrou-se pior. Os achados desta investigação reforçam a relevância da temática, pois não existem instrumentos específicos para a avaliação do sono do diabético do tipo 2, informações precisas acerca das conseqüências da privação do sono em indivíduos diabéticos do tipo 2, dificultando afirmações acerca da qualidade do sono do diabético.