Questionários de avaliação
Existem vários métodos de diagnósticos utilizados na investigação dos
distúrbios do sono de um paciente. Um deles, o mais freqüente, são os
registros polissonográficos diurnos ou noturnos, que são feitos com o
paciente internado numa clinica de sono. É considerado o melhor, depois se seguem registros actigráficos que já vimos em comentário anterior, também internado.
Ambos são mais dispendiosos.
Há porem uma avaliação subjetiva, por meio da aplicação de questionários
específicos, que a pessoa pode se auto aplicar ou pedir o auxilio de um
profissional.
Diferentes questionários podem ser utilizados para fins diagnósticos, que
servem para fazer um diagnostico ou na monitorização da resposta aos
tratamentos instituído. São, na sua maioria, internacionais (em língua
inglesa) e poucos são validados para a língua portuguesa, o que leva em mãos de leigos considerarem que podem surgir erros de interpretação, mas com os profissionais servem para diagnosticar a severidade dos distúrbios do sono.
Alguns deles avaliam o sono em seus aspectos gerais, dando enfoque ao tempo para o seu início (latência do sono), qualidade, aspectos comportamentais, presença de despertares e sonolência diurna. Dentre esses, podemos citar o Sleep Disorders Questionnaire, com questões de avaliação quantitativa e qualitativa; o Pittsburgh Sleep Quality Index, que se refere à qualidade do sono no último mês, fornecendo um índice de gravidade e natureza do distúrbio; o Mini-sleep Questionnaire (MSQ),
que avalia a freqüência das queixas; o Basic Nordic Sleep Questionnaire
(BNSQ), que analisa as queixas mais comuns em termos de freqüência e intensidade nos últimos três meses com especificação quantitativa; e o questionário de auto-avaliação do sono, utilizado em pesquisas psicofarmacológicas.
O outro grupo é o dos questionários mais direcionados e específicos para determinadas alterações, tendo como mais conhecidos e utilizados a escala de sonolência de Epworth - cuja pontuação vai de 0 a 24, sendo caracterizada a sonolência excessiva para valores acima de 10; a escala de sonolência de Stanford, que se refere ao estado momentâneo de sonolência; aqueles para avaliação dos distúrbios respiratórios do sono, como os de Hoffstein, Douglass, Deegan e o do Fletcher e Luckett ; os questionários para avaliação do ritmo sono-vigília; e os específicos para utilização em pediatria.
Esses questionários quando aplicados devem ter uma avaliação de um
especialista em sono
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