Memória e emoção
Vários estudos demonstraram os danos à memória provocados por uma noite
mal dormida e como tudo melhora depois de um bom período de descanso. Um
grupo de pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos,
monitorou ao longo de seis meses vários voluntários com bases em
questionários. Ao cabo de oito horas seguidas de sono, os voluntários
lembravam, em média, 44% mais fatos aprendidos no dia anterior em
comparação com aqueles voluntários que foram privados de sono. Ao
investigarem a memória durante o sono (por complicados processos de
pesquisas), desses voluntários jovens e sadios, os especialistas
obtiveram novas respostas sobre o processo de seleção de informações
quando o cérebro está em estado de repouso noturno. Trava-se ali uma
competição entre as informações assimiladas, durante o dia.
Verificaram que apenas uma parte das informações será armazenada e
lembrada e outras serão desprezadas, pois a capacidade de armazenar é
limitada. Qual o critério? As informações absorvidas quando a pessoa
está sob algum tipo de emoção forte é justamente aquelas aptas a
conquistar, durante a noite, um lugar definitivo na memória. Por essa
razão, as pessoas tendem a se lembrar em profusão de detalhes dos mais
lindos momentos da vida, mas também dos mais desagradáveis. A emoção é a
chave de entrada das informações. Quando em excesso, a emoção pode ter
efeito diametralmente oposto. Razão pela quais as pessoas não se
recordam de instantes finais de acidentes ou mesmo reprimem
inconscientemente as lembranças de fatos aterrorizantes.
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