Cefaléia e sono nos adolescentes
Uma mãe do Ceara escreveu para mim (knoplich@uol.com.br) por e-mail que seu filho adolescente tem periodicamente dores de cabeça e nessa época não consegue dormir. Afirma varias vezes que mesmo a dor de cabeça desaparecendo fica vários dias sem dormir.
Já foi escrito nesses comentários que qualquer tipo de dor, de todos os órgãos e partes do corpo impede a pessoa de ter um sono reparador. Dor de dente, dor cólica menstrual, dor das articulações, da coluna, dor da unha encravada, todas, todas tiram o sono. A dor de cabeça, enxaqueca e cefaléia, assim como as dores que se sente na cabeça( dor da articulação tempero mandibular, nevralgias do herpes, dores na orelhas, dores da coluna cervical etc) são as que mais influem para a perda do sono. Isso talvez da proximidade da córtex
Porque depois da dor já ter desaparecido há influencias na regulação do sono reparador? Talvez para aquilo que se chama” memória da dor “que certas pessoas possuem, relembrando a dor que não existe mais
Uma pesquisa publicada em abril de 2007 revelou que nada menos de 69,4% dos adolescentes de 12 a 15 anos tiveram pelo menos um episódio de dor de cabeça num período de 3 meses.
O estudo consistiu em um questionário fornecido a 20 escolas na Alemanha e completado por 3324 alunos na faixa etária acima. Do total global de 69,4%, o questionário revelou que 59,5% dos meninos e 78,9% das meninas tiveram uma dor de cabeça nos últimos 3 meses! Deste total, mais de 4% apresentavam uma freqüência de mais de 14 dias de dor de cabeça no período de 3 meses.
Estudos como este mostra que, da mesma forma que nos adultos, a dor de cabeça é um sintoma cada vez mais comum entre as crianças e adolescentes.
As mudanças ambientais, de estilo de vida, alimentação, sono, atividade física, dinâmica emocional, familiar, social e comportamento como um todo, ocorridas nas últimas décadas, tendem a causar perturbações no equilíbrio de neurotransmissores, hormônios e outras substâncias, levando a um aumento cada vez maior na predisposição a doenças como enxaqueca, depressão, ansiedade, pânico, distúrbios de déficit de atenção e hiperatividade, entre outras doenças, que acabam sozinhas ou em conjunto influindo sobre a qualidade do sono
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