Altitude e turismo
A maioria dos brasileiros que acompanham os diversos campeonatos esportivos pela TV já sabem que os times brasileiros quando atuam na Bolívia, Peru e Colômbia tem que enfrentar o problema da altitude desses lugares, que tem o ar mais rarefeito e com menos oxigeno que nos lugares mais baixos do Nordeste e do Sul Brasileiro.
A vida a vários metros acima do nível do mar condiciona mudanças adaptativas no organismo, de forma a garantir a sobrevivência em regimes de baixas quantidades de oxigênio no ar atmosférico. Por sua vez, esta adaptação exige um tempo de convivência sob o ar rarefeito, sendo que a exposição repentinas a elevadas altitudes culmina em prejuízos nas funções corporais. Isso é comprovado pela freqüência com que desportistas de diversas modalidades, que habitam ao nível do mar, passam mal durante as competições realizadas em lugares muito altos.
Pesquisadores japoneses investigaram a qualidade do sono de atletas submetidos a condições atmosféricas encontradas na altura de 2.000 metros. Foram incluídos na pesquisa oito atletas, os quais receberam avaliação pela polissonografia( esse é um exame que se liga um eletroencefalografo continuo durante a noite inteira, enquanto a pessoa dorme) e outros exames complementares durante seus estágios do sono.
Os resultados apresentados demonstraram que sob altitudes elevadas há importante aumento das dificuldades respiratórias durante o sono, as quais costumam ser quase sem sintomas clínicos. A duração de algumas fases do sono mostra-se alterada perante as condições de rarefação do ar atmosférico, denotando mudanças qualitativas no sono.
Com isso, os autores concluem que o deslocamento repentino para regiões montanhosas resulta em influências negativas na qualidade do sono. Por isso que os especialistas recomendam que pessoas que já tem dificuldades de dormir tranqüilamente em suas casas , avaliem muito bem quando vão fazer viagens para o exterior de turismo em regiões montanhosas por longos períodos
|