O zumbido, também denominado de tinido, é uma sensação de som ou barulho, ritmado ou não, percebido pelo indivíduo na ausência de uma
fonte de som externa. É uma das queixas de problemas no ouvido mais comum e freqüentemente vem associada com tontura e surdez. O zumbido pode ser considerado somente como um sintoma de alguma doença ou como seqüela de alguma agressão sofrida pelo ouvido.
A estimativa é de que 11% a 17% da população apresenta zumbido. O zumbido surge com maior intensidade quando a pessoa está num ambiente de silencio, ou seja, à noite quando vai dormir e encosta a cabeça no travesseiro.
O barulho (zumbido) pode ser referido como um chiado, apito, barulho de
chuveiro, de cachoeira, de concha, de cigarra, do escape da panela de
pressão, de campainha, do esvoaçar de inseto, de pulsação do coração,
batimento da asa de borboleta e de outros modos. Pode ser de forma
contínua ou intermitente, constante, mono ou politonal( um som iqual ou vários se alterando).
Pode ser considerado leve quando só é percebido pelo paciente em certas
situações; moderado quando o paciente sabe da sua existência, porém não
o incomoda; intenso quando a sensação desagradável o incomoda,
prejudicando-o em diversas situações ou atividades; grave quando a
manifestação se torna intolerável, acompanhando-o todo o tempo e dele
não conseguindo se livrar, prejudicando-o ininterruptamente em suas
atividades.
O grau de desconforto, intolerância ou incapacidade causada ao paciente
freqüentemente não está relacionado com o grau de intensidade do
zumbido. As alterações psicológicas, muitas vezes presentes, exercem
fortes influências no agravamento do sintoma zumbido. São divididos em
sete principais grupos causadores: 1)Os zumbidos gerados pelo sistema
auditivo são os mais freqüentes e podem se originar em qualquer local
das vias auditivas, desde o conduto auditivo externo até o cérebro; 2)
alterações metabólicas, especialmente da glicose, triglicérides e
hormônios tireoideanos podem causar ou acentuar o zumbido; 3) Causas
cardiovasculares as mais comuns que causam zumbido são: anemia,
hipertensão arterial, insuficiência cardíaca. De modo geral, essas
doenças promovem uma diminuição do fluxo sangüíneo na cóclea (ouvido
interno), provocando um zumbido agudo; 4) Doenças neurológicas
(esclerose múltipla), traumatismo de crânio, tumores, seqüelas de
infecções neurológicas (meningite), podem ser causa de zumbido. Algumas
vezes, o zumbido pode ser referido na cabeça e não propriamente nos
ouvidos; 5) Mais de 70 medicamentos podem provocar zumbido como efeito
colateral, entre eles: ácido acetilsalicílico (aspirina),
antiinflamatórios, certos antibióticos e alguns antidepressivos; 6)
Causas odontológicas segundo alguns autores, a disfunção da articulação
têmporo-mandibular (ATM), bem como do aparelho mastigador podem causar
zumbidos; 7) Causas psicológicas como a ansiedade e depressão podem
estar envolvidas com zumbido. Muitas vezes, é difícil diferenciar se
isso é causa ou conseqüência ou mera coincidência, principalmente, no
paciente que já apresenta ambos os problemas há vários anos.
Pesquisa realizada pela Public Health Agency of America identificou a
forma mais grave de zumbido, que corresponde a 20% dos casos, como o
terceiro pior problema capaz de acometer o ser humano, só perdendo para
a dor e as tonturas intensas e intratáveis.
O zumbido auditivo não deve ser confundido
com labirintite. São problemas diferentes, mas o zumbido pode estar
presente em uma labirintite, que acomete a orelha interna, responsável
pelo equilíbrio, postura e orientação no tempo e espaço.
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